Planetários como ambientes não formais de aprendizagem

 

A educação ocorre ao longo de toda a vida de uma pessoa. Segundo M. Lucia Bianconi e Francisco Caruso,

“Existem três diferentes formas de educação: educação escolar formal desenvolvida nas escolas; educação informal, transmitida pelos pais, no convívio com amigos, em clubes, teatros, leituras e outros, ou seja, aquela que decorre de processos naturais e espontâneos; e educação não-formal, que ocorre quando existe a intenção de determinados sujeitos em criar ou buscar determinados objetivos fora da instituição escolar. Assim, a educação não-formal pode ser definida como a que proporciona a aprendizagem de conteúdos da escolarização formal em espaços como museus, centros de ciências, planetários ou qualquer outro em que as atividades sejam desenvolvidas”.

Dierking (2005) salienta que os Museus, Centros de Ciências e outros ambientes que fogem do convencional das salas de aulas, são os centros da revolução da aprendizagem. Isso porque esses ambientes apresentam características diferentes das que encontramos nas escolas. Quando os visitantes chegam a esses lugares, encontram um local diferente do seu cotidiano, e ao interagirem com os objetos e atividades oferecidos por esses ambientes expõem sua vontade de conhecer e aprender mais sobre algo.

Espaços não formais de ensino como planetários, muito estimulantes à transmissão de conteúdos, pois proporcionam uma aprendizagem “significativa”. Ausubel (1982) propõe que os conhecimentos prévios dos alunos sejam valorizados, para que possam construir estruturas mentais utilizando, como meio, mapas conceituais que permitem descobrir e redescobrir outros conhecimentos, caracterizando, assim, uma aprendizagem prazerosa e eficaz.

No Planetário tal significação começa a partir do encantamento que a Astronomia, principal tema dos mesmos, exerce sobre a maioria das pessoas. Trata-se de uma ciência diferente das demais, pois encanta o público. Quem não gosta de contemplar o céu estrelado, longe da iluminação das cidades? Assim, os planetários utilizando a simulação do céu estrelado como principal recurso didático, tem um alto poder de convencimento pela emoção.

 

                                                                 Edna Maria Esteves da Silva

                                                                 Geógrafa e Planetarista                                                                                  aposentada do Planetário da UFSC

                                                                 E-mail: edna.esteves@ufsc.br