A evolução do conceito de planetário

 

A idéia de um planetário, de reproduzir a esfera celeste artificialmente, data de antes de cristo. Atribui-se a sua invenção a Arquimedes, seculo III aC. Até surgirem os planetários nos moldes atuais, vários artefatos foram inventados como astrolários, telúrios, lunários e globos celestes, com o objetivo de representação dos aspectos astronômicos do céu.

Em 1923 aconteceu a primeira grande revolução na concepção de planetário com a fabricação, pela empresa Carl Zeiss, de um sistema ótico mecânico de projeção para planetários para o museu Deustches em Munique. Numa cúpula de 9,8 metros de diâmetro, utilizando um sistema de lentes, pela primeira, um céu estrelado foi reproduzido artificialmente.

O primeiro planetário no Brasil foi fundado em 1957, O Planetário Professor Aristóteles Orsini e está situado em São Paulo, no Parque Ibirapuera. Possui 300 lugares numa cúpula de 12 metros e o Projetor é da marca Carl Zeiss.

A segunda revolução nos planetários está em curso com o surgimento dos planetários digitais. Segundo Renato Las Casas,

“Os planetários digitais estão para os planetários ótico-mecânicos assim como os projetores multimídia estão para os antigos projetores de slides. Essa comparação é válida amplamente. Os planetários digitais são muito mais versáteis e apresentam muito mais possibilidades didáticas que os planetários analógicos, mas, assim como a qualidade das imagens dos projetores multimídia ainda não igualou a qualidade das imagens dos bons projetores de slides, também a qualidade das imagens dos planetários digitais ainda está longe da qualidade das imagens dos bons planetários analógicos”.

 

                                                      Edna Maria Esteves da Silva

                                                      Geógrafa e Planetarista aposentada do Planetário da UFSC

                                                      E-mail: edna.esteves@ufsc.br